Antônio Francisco será um dos condutores da Tocha Olímpica em Mossoró

Poeta, cordelista, xilógrafo e compositor, graduado em História pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Antônio Francisco é considerado um ícone da cultura mossoroense. Como reconhecimento por elevar nacionalmente o nome da cidade, Antônio Francisco é um dos indicados da Prefeitura para carregar a Tocha Olímpica durante a passagem do revezamento por Mossoró, no dia 6 de junho.

Antes de se destacar como poeta, Antônio Francisco era esportista. Com espírito aventureiro, ele percorreu o Nordeste inteiro de bicicleta. Devido à dedicação ao ciclismo, ele demorou a iniciar a carreira literária. Só aos 46 anos ele publicou a primeira poesia, chamada de ‘Meu Sonho’. Em todas as apresentações que faz Brasil a fora, Antônio Francisco faz questão de enfatizar que é mossoroense e destaca que nasceu e sempre morou na Lagoa do Mato, bairro popular da zona sul.

“Eu estou muito feliz por ter sido escolhido para carregar a Tocha Olímpica. Agradeço por esse prêmio, vai ser uma honra segurar aquela chama na palma da minha mão”, afirma o poeta. Desde 2006, o mossoroense ocupa uma cadeira na Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Devido à qualidade dos seus versos, Antônio Francisco ocupa a cadeira 15, cujo patrono é o memorável poeta cearense Patativa do Assaré.

A obra de Antônio Francisco é estudada em universidades e escolas públicas e privadas do Rio Grande do Norte. Além da valorização local, estados como São Paulo, Pernambuco e Ceará também adotaram os cordéis de Antônio Francisco. A sua obra é elogiada especialmente pela grande musicalidade que os seus versos possuem.

Entre seus principais trabalhos estão títulos como “Meu Sonho”, “O Guarda-Chuva de Prata”, “Os Sete Constituintes” ou “Os Animais têm Razão”, “Aquela Dose de Amor”, “A Oitava Maravilha” ou a “Lenda de Cafuné”, “A Cidade dos Cegos” ou “História de Pescador”, “A Arca de Noé”, “Do Outro Lado do Véu”, “Confusão no Cemitério”, “O Ataque de Mossoró ao Bando de Lampião”, “O Rio de Mossoró e as Lágrimas que eu Derramei”, “O Lado Bom da Preguiça”, “A Resposta” e “De Calça Curta e Chinela”, editadas em folhetos ou em seus livros “Dez Cordéis num Cordel Só”, “Por Motivo de Versos” e “Veredas de Sombras”.

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