NOVIDADE: Cortejo da Liberdade em Mossoró terá “Ala da Diversidade”

“Não preciso ser gay para defender à diversidade”. Com esse tema, um grupo de amigos mossoroenses trará esse ano, para o Cortejo da Liberdade, que acontece dia 30 de setembro, a defesa dos direitos da população LGBTs (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) e contra homofobia.

A ideia nasceu a partir de um grupo do Whatsapp que tem como nome “Big Beijo” e é encabeçado pelo mossoroense, Kleber Azevedo, que atualmente reside na Capital onde é assessor de Relações Institucionais do Governo do Estado.

Segundo Kleber, o objetivo do evento é chamar atenção da população de Mossoró para o respeito às diferenças. “Nós queremos levar cor para a avenida, festejar o amor, a liberdade, o respeito e dizer não à Homofobia, mostrando que ser Homessexual não é doença”, acentua.

Ainda de acordo com o idealizador do projeto, a expectativa é que mais de 300 pessoas juntem-se ao evento, já que a procura pelas camisetas que serão distribuídas gratuitamente está sendo grande. “Começamos a divulgação ontem, através das redes sociais e já recebemos muitas confirmações, de pessoas que querem participar desse momento, que é acima de tudo, de alegria”, ressalta Kleber.

Mossoró Terra da Liberdade

O projeto Mossoró Terra da Liberdade foi lançado na última quarta-feira, 06, e este ano traz eventos durante todo o mês de setembro, sendo encerrado no dia 30 de, data da libertação dos escravos no município, cinco anos antes da Lei Aurea, que decretou a libertação da escravatura do país.

O Cortejo da Liberdade acontece no Corredor Cultural Professor Antônio Gonzaga Chimbinho e o grupo “Big Beijo” será animado pela cantora Nida Lira e conta com o apoio da secretária da Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social, Juliane Faria, madrinha do projeto.

Para Juliane, o apoio às causas desse público é de fundamental importância. “Esse tipo de ação, chama atenção para que possamos fazer valer os direitos a estes indivíduos que merecem por parte do Estado e da Sociedade a inclusão social e o reconhecimento dos seus Direitos como cidadãos brasileiros”, reforça a secretária.

Dados

Levantamento do Grupo Gay da Bahia (GGB), e divulgado pelo Jornal O Globo, em janeiro, revela que 9 pessoas foram assassinadas no Rio Grande do Norte vítimas de homofobia. Ao todo, no ano passado foram mortas 343 pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) no Brasil. O número é recorde nos 37 anos em que o GGB compila anualmente o número de vítimas fatais por homofobia.

Por JOYCE MOURA

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