Roda de conversa debate LGBTfobia na Câmara de Natal

Nesta quarta-feira (16), a Câmara Municipal de Natal recebeu uma roda de conversa que debateu o tema LGBTfobia e sobre gênero e raças no enfrentamento a este problema social, além da análise do documentário “Meu mundo é esse”, que aborda a situação das mulheres lésbicas. A atividade, que contou com a mediação da vereadora Natália Lula Bonavides (PT), integra a programação da “Semana da Cidadania LGBT” na capital potiguar, sendo sua realização marcada para acontecer anualmente na terceira semana do mês de maio de cada ano.

O evento visa promover o debate sobre o direito à livre orientação sexual e identidade de gênero. Quanto à escolha da data, esta se deve em virtude do Dia Internacional Contra a Homofobia, que é celebrado anualmente em 17 de maio. Esta data visa conscientizar a população em geral sobre a luta contra a discriminação sofrida pela população LGBT.

“Essa programação é conduzida pela Prefeitura de Natal em parceria com os movimentos sociais. Cabe ressaltar que a iniciativa é fruto do Projeto de Lei nº 169/2017, proposto por mim e pelo vereador Dickson Nasser Júnior, com vistas a divulgar os direitos e dar visibilidade à comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis e Transgênero”, explicou a vereadora Natália Lula Bonavides.

Pesquisas recentes apontam que Natal ocupa o 5º lugar no ranking das capitais que mais matam pessoas LGBT. Um estudo feito em 2016 pelo GGB (Grupo Gay da Bahia) mostra que a cidade tem uma taxa de 6,96 assassinatos de pessoas LGBT por cada milhão de habitantes. No ano passado foram mortas 343 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no Brasil – um recorde levantado pelos institutos de pesquisa nos 37 anos em que compilam o número de vítimas fatais da homofobia.

A coordenadora estadual do Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros (FONATRANS), Poliana Costa, reforçou a importância da ação. “Os coletivos estão todos convocados para trazer esse debate para praça pública. Estamos nas ruas para dialogar com a população, distribuir material informativo e fazer as rodas de conversa. Precisamos ocupar os espaços para levar esse diálogo à população”.

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